Segurança: Profissionalismo e Credibilidade

Há pouco tempo, um amigo empresário me contou que foi procurado por um jovem e promissor colaborador que, de posse de alguns anúncios publicitários entregues por representantes comerciais, mostrava as novidades do mercado de equipamentos de segurança, destacando naquela oportunidade, o segmento biométrico. Seu auxiliar, na vã tentativa de influenciar a compra do material, advertia-o: “o representante disse que quem não fizer isso estará comprometendo a segurança.”

O empresário ficou vivamente interessado em tal tecnologia, contudo, na mesma época, TVs, jornais e blogs apresentavam reportagens mostrando que um “dedo de silicone”, obtido por R$ 30,00, burlou o leitor ótico de digitais, além de outras notícias sobre criminalidade, pintadas sob o enfoque sensacionalista.

Uma pessoa menos atenta e muito assustada diante de tanto alarde quanto à segurança poderia pensar que dispor do mais recente lançamento seria estar plenamente protegida.

Ainda bem que, na dúvida, o empresário procurou o aconselhamento técnico que, demonstrando maturidade e sabedoria, observou que, embora o risco seja uma constante em nossa vida, existem inúmeros sistemas de segurança com baixo custo e boa resolução para atender às necessidades de cada cliente, citando, como um dos exemplos, a tecnologia biométrica.

Amigos AJEM, todas as tecnologias novas e antigas são passíveis de vantagens e desvantagens. A velha cerca ou um prosaico muro ainda funcionam, por exemplo. Um vigilante comprometido ainda poderá fazer toda diferença.

Ao profissional de segurança, cabe indicar ao cliente as possibilidades técnicas mais viáveis, considerando o que já está em operação na empresa dele. Por exemplo, recomenda-se algumas soluções exequíveis e baratas (será que a repulsa ao inseto, inserida no nosso cérebro, nos faz alijar tal item da planilha de custo da empresa cliente?). Nem sempre o produto top de linha é o melhor caminho — cada caso é um caso.

Onde, então, está a melhor resposta para quem busca segurança? No profissionalismo. O cliente deve ser informado do quadro geral sobre a segurança que dispõe, bem como de seus reais concorrentes e, particularmente, do ganho com a nova tecnologia, se for incorporada à já existente, sem se tornar fonte de exageros. Acredito que, para o técnico em segurança, o maior patrimônio disponível é a credibilidade.

Voltando ao caso do “dedo de silicone”, a falha não estava no equipamento, e sim na forma de controle de acesso. Em março deste ano, uma médica foi presa em flagrante, com moldes das impressões digitais de alguns colegas, visando forjar a presença deles no trabalho. Falhas semelhantes já tinham sido observadas em dois Centros de Formação de Condutores, em São Paulo, por ocasião de aulas obrigatórias para exame de habilitação, constante do Código de Trânsito Brasileiro. O problema, mais uma vez, não era do equipamento e sim de quem o administrava — o homem.

Um cuidado para quem deseja ter um serviço de segurança de qualidade é a contratação de empresas e/ou profissionais legalizados, cuja atuação possibilita a tão desejada tranquilidade para quem os contrata. Aí vale recordar os ditados populares: “o barato sai caro” ou ainda “não compre gato por lebre”. O primeiro passo mais visível para se ter credibilidade é estar em conformidade com a lei.

O crescimento da segurança privada no Brasil é a maior prova da existência de empresas sérias e profissionais competentes nesta área, prontos para atender às necessidades de cada cliente. Uma prova evidente de profissionalismo e credibilidade foi a participação do setor na Copa das Confederações. Pelas pesquisas realizadas após o recente torneio, a segurança dos estádios, campos de treinamento, hotéis etc. é um exemplo a ser seguido. Convém ressaltar que tal atuação foi de acordo com o exigente padrão FIFA.

Por Expedito Barbosa

Expedito Barbosa, sócio-diretor da AJEM.